Pré-natal: Quando recebemos o presente mais desejado

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Pré-natal: Quando recebemos o presente mais desejado

Quando eu era criança, sonhava em construir uma família grande: três filhos! Três meninos! Ficava imaginando os três estudando na mesma escola, com idades parecidas, se protegendo, jogando basquete juntos. Três morenos altos, lindos! Sonhava com pelo menos um de olhos claros – minha avó tinha olhos azuis, então alguma minichance eu tenho.

Sempre gostei de estampa de onça. Para mim, a onça é um símbolo nacional, representa uma natureza invencível e a coragem de olhar de frente os desafios. Também sempre vi “onça” como uma estampa clássica e chique. Então em nossa empresa, quando começou, eu quis que tivesse um DNA bem assim. É tudo de onça!

Em 2007, quando entrei na sala da diretoria de uma construtora para quem trabalhei, vi uma cesta de roupinhas de bebê, tudo de onça, e disse: “Ué?! Minha filha nasceu e eu não sei?” Naquele dia, a Márcia – diretora incrível da construtora – me deu um sapatinho de oncinha e no bilhete escreveu: “Para a filha da Vanessa, com carinho”. Meu coração, que era de três meninos, virou de mãe de três meninos e de uma menina, rapidinho.

A vida foi seguindo e, de lá para cá, meus irmãos me deram quatro sobrinhos meninos. Sei as músicas do Ben 10 e conheço o Luccas Neto, sei alguns dos nomes dos jogadores, conheço o Sonic, Minecratf e o cubo mágico. Fui mãe da vida de uma linda menina enteada, então de Barbie até Frozen está tranquilo. Hoje eu jamais saberia dizer qual minha preferência de gênero e quantidade: menino ou menina?! Um, dois ou três?! É tudo bom demais!

Pois foi que no ano passado, mais ou menos nessa data de hoje, que eu encontrei o pai dos meus filhos jogadores de basquete. Juntos, definimos pelos nomes – se Deus permitir e tudo der certo — dos dois primeiros: Olívia e João Ricardo. Depois, Georgia e Bruno Juliano — este em homenagem a um tio de cada lado.

Em agosto, quando tomamos a decisão de começar a tentar engravidar, dei para o Ricardo uma agenda e, para embalar o presente, comprei uma pasta e adesivos com as inicias da duplinha: O, de Olívia, e JR, de João Ricardo. E quando terminei de colar, me emocionei profundamente porque meu irmão chamava-se (O) Orlando (JR) Junior – que seria, além de meu irmão, meu médico obstetra de plantão 24 horas durante a minha gravidez. E lá estava ele, de uma maneira totalmente inesperada, presente antes mesmo de tudo começar.

No início do mês passado chamei meus sobrinhos, filhos do Junior e da Lígia, e minha cunhada, e pedi para que colocassem a mão na minha barriga e que fizessem uma oração para o meu irmão. Eu disse: pede para o papai de vocês – já que ele é anjo e é médico de trazer bebês — mandar um bebê para a titia Vá. E a cena, você pode imaginar, foi realmente linda. Eu não sabia naquele dia, mas eu já estava grávida, e o meu milagre de Natal — que pode ser menino ou menina – já estava embalado de “OJR”. Agradeço por viver mais este milagre da vida e desejo que o seu Natal seja assim também.

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